quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Saia da zona de conforto....



Para que possamos viver com certa serenidade e paz de espírito, pelo menos durante algumas horas do dia, necessitaremos ignorar certas coisas e determinadas pessoas, bem como aceitar muito daquilo que não pode ser mudado. No entanto, isso não significa que podemos tão somente nos levar ao sabor dos ventos, aceitando tudo o que ocorre, de forma menos resignada do que alienada.

As mudanças que se efetivam em qualquer setor da vida, seja no social, familiar, educacional, político, seja aqui dentro da gente, dependem de um sentimento de incômodo, de não aceitação daquilo que desagrada. Podemos mudar, sim, o rumo de vários acontecimentos à nossa volta, tanto quanto a rota que estamos tomando para nossa jornada, o que dependerá primeiramente de nosso inconformismo. É preciso indignar-se.

Entretanto, passar os dias reclamando de tudo e de todos, sem mover uma palha para que algo possa mudar de direção, bradando aos quatro ventos passivamente, criticando sem propor solução alguma, não será útil nem producente. O inconformismo sempre deverá se acompanhar de ações, de reflexão, de tomada de decisões, para que possamos intervir no que incomoda e assim conseguir promover as mudanças necessárias.
Não podemos nos conformar com as injustiças sociais, com a corrupção política, com um sistema excludente, com o sucateamento da educação pública. Não podemos aceitar agressões gratuitas, amizades fajutas, relacionamentos doloridos, amor incompleto, desprezo disfarçado, assédio diário. Não podemos receber menos do que merecemos, nem em casa, nem no trabalho, nem na rua.
Importante, nesse sentido, analisarmos o que em nós contribui ao perpetuamento dos incômodos, pois também somos responsáveis pelo que nos acontece – não podemos nos furtar dessa responsabilidade sobre nossas próprias vidas. Da mesma forma, será necessário atentar para o que nos incomoda aqui dentro de nós, pois a tranquilidade de nossos sentidos e nosso respirar sereno nos ajudarão a tentar mudar o mundo lá fora.
Como se vê, a revolta por si só, desacompanhada de ações, será improdutiva. Daí a necessidade de termos por perto quem nos darás as mãos, quem nos apoiará em nossas decisões, acreditando em nossas verdades e nos ajudando a não estacionarmos nossas vidas na falsa zona de conforto. É assim que a roda gira. É assim que a gente avança.

Visitem para conhecer outros textos.
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Divertida Mente




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Nós somos feitos de vários momentos e, em cada um deles,
agimos com determinadas peculiaridades. Às vezes duvidamos 
da nossa própria capacidade, às vezes só conseguimos chorar e
chorar, em outras – no entanto -, nos saímos bem melhores que 
o esperado. Mas, o que nos define, de fato, não é por quantos ci-
clos bons ou ruins nós passamos, mas a forma como enfrenta -
mos cada um deles.
Não é mais segredo de que a Pixar vem se dedicando a criar a-
nimações com mensagens não apenas para crianças, mas pa-
ra adultos também. A ideia de que as grandes aventuras de se-
us ilustres personagens vieram para alegrar o público infantil
não basta para definir seus enredos. Agora, as mais diversas 
histórias se desenrolam de maneira que sempre nos passam al-
gum ensinamento e nos fazem rever aspectos pessoais de nossa
própria vida.
O filme Divertida Mente, ganhador do Oscar 2016 de Melhor
 Animação, nos cativa e nos matem atentos do começo ao fim de
 sua narrativa. O segredo? Uma garota de 11 anos e como as e-
moções governam o fluxo de sua consciência. Mesmo com a dife-
rença de idade que pode haver entre você, caro leitor, e a peque-
na Riley, eu lhe garanto: é impossível não se identificar e não se
 comover. Tudo isso, claro, porque todos nós temos os nossos mo-
mentos de fraqueza e, em grande parte deles, não sabemos como
agir.
Com um ótimo roteiro e com uma riqueza gráfica e cheia de de-
talhes, o filme fala sobre o que se passa dentro da cabeça de
Riley. A garota basicamente se divide em cinco emoções básicas: 
Alegria, Tristeza, Raiva, Nojo e Medo. Cada uma equivale a um
 personagem, caracterizado por cores e comportamentos, e desta
cam-se por suas nítidas diferenças e maneiras opostas de enfren-
tarem a mesma situação.
É interessante entendermos que todos e quaisquer obstáculos que
venhamos a enfrentar vai exigir de nós, cada vez, um pouco mais
de fôlego. Claro que, é comum acharmos que não seremos capazes
ou nos sentirmos fracos. Logo, o segredo está em saber lidar com
os nossos sentimentos e não achar que precisamos ser feliz o tem-
po inteiro. Na mente de Riley, a personagem que representa a a-
legria, faz questão de manter tudo nos eixos, evitando as demais 
emoções. O que ela não percebe é que não somos feitos apenas de
coisas boas e, para o nosso aprendizado e crescimento pessoal e
espiritual, precisamos nos conhecer por completo, deixando que
sentimentos não tão bons e memórias nem tão boas façam parte
de nós.Existe uma frase que diz o seguinte: “Corra o risco. Se der 
certo, felicidade. Se não der, experiência”. Ela é um tanto quanto
encorajadora, mas, mesmo assim, não faz com que criemos for-
ças o bastante para enfrentarmos momentos difíceis no dia a dia
. Assim como Riley, as mudanças pelas quais passamos muitas vez
es são vistas com medo, principalmente pelo fato de nos vermos 
e cara com o desconhecido. Claro, não é fácil passarmos por per-
das, ausência de amigos, finais de relacionamentos, mudanças de
casa, de emprego, de rotina. Mas é importante nos lembrarmos 
que nada pode ser pior do que nos mantermos estagnados, no 
mesmo lugar e com as mesmas vontades, sempre.
Compreendo que talvez a nossa luta constante seja por sermos 
alguém melhor para vivermos assim em um mundo melhor tam-
bém. Mas isso não significa tapar toda a nossa raiva, nosso medo,
nosso nojo e tristeza com uma peneira. Deixe-as entrar. Permita-
se chorar, ficar chateada, entristecer, não gostar de algo ou alguém,
ter receios ou desistir. A vida é isso, um eterno vai e vem, e curta
demais para acharmos que precisamos ser 100% sempre e em
tudo. Precisamos aprender e entender a nós mesmos – com nos-
sas qualidades e defeitos -, para compreender o mundo que nos
cerca.
Enfrentar nossos próprios defeitos pode ser doloroso. Muitas ve-
zes vemos o que não gostamos e tentamos imediatamente eliminá
-los. Mas digo e repito quantas vezes forem necessárias: ao invés
 de apagá-los, aceite-os! Descubra quais são seus pontos fracos,
 o que te deixa frágil e lide de maneira bem mais sábia com o que
 precisar enfrentar na vida. Esqueça o conceito de que a alegria 
precisa ser a única semente plantada em suas memórias e emo-
ções. Nós somos um conjunto de planos e sentimentos, precisamos
fazer de cada momento único e tirar dele o melhor aprendizado
possível.
Lembre-se de deixar a felicidade entrar quando ela bater na sua
porta. Mas, lembre-se também que mar calmo não faz bom mari
nheiro. É por isso que estamos aqui, entre tantos altos e baixos, 
nós vivemos!
Tenha uma divertida mente. :)


Leia mais: http://www.asomadetodosafetos.com/2016/08/as-emocoes-e-as-memorias-da-nossa-divertida-mente.html#ixzz4GKI5dVLd

Mais que amor....


Resultado de imagem para amor pelo amigo

A felicidade de amar, ou o amor como contentamento, está intimamente ligado à amizade e não poderia ser relativizado, tampouco limitado à paixão ou carência.
 Não que a carência, condição que todos experimentamos, com maior ou menor intensidade, esteja excluída do amor. Tampouco, a paixão, afinal, como garante Hegel: “Nada de importante neste mundo se realizou sem paixão.” Ou como disse Nelson Rodrigues: “Sem paixão não dá nem para chupar um picolé.”
Não há amor feliz enquanto este for ausências particulares, carência. Nem tranquilo enquanto for apenas paixão. A amizade nos alegra enquanto nos afirma, nos sacia, nos tranquiliza. Por isto o amor está tão conexo à amizade, porque amo o que está e não o que desejo; desejar pressupõe falta. Só desejo o que me falta.
A Amizade pode ser mais admirável do que o amor, pois não se pode ter amizade plena por quem não nos tem amizade, mas pode-se amar, ainda que com algum sofrimento, quem não nos ama, mesmo que por um tempo determinado. 
Amar com amizade é portanto a verdadeira equação da alegria. O amor é o laço produzido entre amigos. Amigos concretos, verdadeiros se frequentam, riem e choram juntos, se ajudam e vivem uma troca saborosa com todos os elementos que não encerram definições.
Sem amigos a vida pode ser muito sem graça; sem amizade o amor pode ser muito previsível.


Leia mais: http://www.asomadetodosafetos.com/2016/08/mais-do-que-amor.html#ixzz4GKE2L951

A soma de todos os afetos....

Amadurece quem não se vitimiza em busca de atenção, nem se omite pra manter sua reputação.
Amadurece quem aprende que é o único responsável por seus caminhos, e deixa de culpar quem quer que seja pelos fracassos, frustrações ou sonhos não realizados;
Quem entende que não adianta depositar suas expectativas em ninguém, cada pessoa enxerga a vida à sua maneira e não é certo cobrar algo que tem valor relativo para cada um;
Amadurece quem acredita que a vida é um conjunto de bem e mal, certo e errado, belo e feio, alegrias e tristezas, e convive bem com os dois lados, sem negociar uma escolha definitiva;
Amadurece quem aprende que o sofrimento faz parte do caminho_ e é bem vindo também_ quando ensina a paciência e a aceitação diante das demoras e revezes;
Amadurece quem compreende que não há lógica nem explicação pra tudo, que o importante é ter menos controle e mais diversão; quem finalmente percebe que a maturidade flerta com a INSANIDADE.."

Por Fabiola Simões!

Respeito é tudo de bom para que possamos nos amar!!!


Muitas vezes passamos por cima de muita coisa por achar que é o certo, muitas vezes pensamos que quando a gente ama alguém a gente precisa ser tolerante, paciente, e ter um coração de ferro, daqueles que não enxerga, não ouve, não sente, só entende.
Hoje eu sei que não é bem assim, e que algumas pessoas só vão te querer por perto enquanto você for útil. Só vão te dar atenção quando precisarem, e que só te respeitarão quando você aprender a se respeitar, e isto,levamos tempo para aprender, mas aprendemos um dia.
 A questão de você ser do bem, não te priva de ser gente que sente, e muitas vezes, a gente tem que reagir de alguma forma, seja com a indiferença ou seja com o distanciamento, para que o outro saiba que pra tudo nesta vida há limites, e que não somos tão ingênuos assim.
Devolver o mal recebido, realmente é uma tolice,é passar na frente de Deus, é querer fazer justiça com as próprias mãos, mas se afastar de quem só te trata com descaso, desrespeito e grosseria, é um ato de sabedoria.

Arrumando nossa mala ....


Outra forma linda de nós ensinar a diminuir o peso de nossa mala,que vez por outra ,fica tão pesada e dificil de carregarmos...
Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequena de mão ...
A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você escolhe pelo caminho por pensar que são importantes.
Em um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais. Então, você pode escolher : ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, porque todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem, ou você pode aliviar o peso esvaziando a mala.
Mas o que tirar? Você começa tirando tudo para fora ... veja o que tem dentro: amor, amizade, nossa, tem bastante! E curioso, não pesa nada.
Tem algo pesado ... Você faz força para tirar ... é a mágoa, e como ela pesa! Aí você começa a tirar e aparecem a incompreensão, o medo, o pessimismo, e nesse momento o desânimo quase te puxa pra dentro da mala, mas lá no fundo um sorriso, que estava sufocado no fundo da bagagem e então encontramos outro e mais outros e aí sai a felicidade ...
Aí você coloca as mãos novamente na mala e sai um monte de tristeza. Agora terá que procurar a paciência, pois vai precisar bastante dela durante sua jornada.
Procure então o resto: a força, a esperança, a coragem, o entusiasmo, o equilíbrio, a responsabilidade, a tolerância e o bom e velho humor. Tire a preocupação também e deixe- a de lado.
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Mas pense bem o que vai colocar dentro novamente. Agora é com você. E não esqueça de fazer a arrumação mais vezes, pois o caminho é longo e sua bagagem poderá pesar novamente !

* Desconheço a autoria deste texto tão lindo e importante.
Caso você que o lê sabe quem é o autor, deixe um recadinho que terei imenso prazer em dar-lhe todos os créditos .

Lembrei de você...


Imaginem....
Apenas um texto,diriam algumas pessoas.
Mas para quem o recebe , é muito mais...São reencontros,são buscas num passado, de momentos vividos e jamais esquecidos

É como receber a vida de volta....
Feliz é a pessoa que teve a boa sorte de receber este presente!!!!!
Vejam que lindo!!!!
"Lembrei de você "....
Algumas pessoas neste mundo te amam tanto que poderiam morrer por você. Outras te amam, de alguma forma. A única razão que faria alguém te odiar seria a vontade de ser como você. Um sorriso seu pode trazer felicidade a alguém, até mesmo se essa pessoa não gosta de você. Todas as noites, alguém pensa em você antes de dormir. Você é o mundo de alguém. Sem você, alguém pode não conseguir sobreviver. Você é especial e único(a), de alguma forma. Alguém, cuja existência você desconhece, te ama. Mesmo quando você faz a maior burrice de sua vida, algo bom acontece. Quando pensa que o mundo virou as costas para você, pense bem. Você pode ter virado as costas ao mundo. Quando acha que não tem a menor chance de conseguir algo, provavelmente não conseguirá. Mas, se acreditar em si mesmo(a), cedo ou tarde conseguirá. Lembre-se dos elogios feitos a você, nunca das palavras rudes. Diga às pessoas o que você pensa sobre elas. Você se sentirá muito melhor. Se tem um grande amigo, faça com que ele saiba disso.
Texto de Junior Fuchter,,,,

Devolva-me

Resultado de imagem para eu me quero de volta

Eu sinto falta de acreditar. Logo eu, que sempre fui crente no amor, agora estou à beira do abismo da solidão. Eu sinto falta de acreditar nas pessoas, fujo dos olhares intimidadores e dou risada quando me falam sobre sentimentos. Eu joguei as expectativas no lixo, descartei a própria sorte e se o caso for de merecimento, eu preciso ser internada por me auto julgar incapaz disso. Eu sinto falta de alguém que eu nunca tive, de um abraço apertado e uma palavra sincera. Eu sinto falta de atitudes convincentes, de um relacionamento verdadeiro. Eu sinto falta de acreditar depois de tudo o que passei e, talvez, eu nunca mais confie em ninguém.
É dolorido assumir que o amor para mim, tornou-se um inimigo. Eu ando fugindo de tudo o que acelera o meu coração, atiça as minhas borboletas no estômago e arrepiam a minha pele. Logo eu, que sempre fui coberta de razões, agora sigo desconfiada. Reparo, desesperadamente, por todos os lados e busco por alguma coisa que nem sei ao menos do que se trata. Eu caminho perdida, sem rumo. Estou deixando a vida me levar, mas eu nunca fui assim. Eu, sempre organizada e preocupada, fazia planos a longo prazo por medo das coisas não darem certo. Eu acreditava que seguir um cronograma era melhor do que contar com o universo conspirar a favor das minhas preces. Eu era uma pessoa firme, forte e segura. Além de tudo, eu era teimosa. Acreditava somente em fatos e, de restante, eu ignorava sem nenhum tipo de piedade. Eu nunca tive medo de perder, sabia do meu valor. Insistia, persistia e corria atrás dos meus sonhos e objetivos. Eu não fazia com os outros, o que eu não gostaria que fizessem comigo. Sempre ansiosa, mas com os pés no chão. Embora sensata, eu sempre fui de humanas. Exatas nunca foi um ponto forte, a minha única compreensão era que eu e você somos par. Depois de descobrir que esse cálculo deveria ser subtraído e não somado, eu abri mão da matemática e comecei a investir em imparcialidades.
Antes de você, eu dormia e acordava com o peito cheio de esperança. Assistia filmes de romance, constantemente buscava conforto em livros, dedicava músicas para alguém. Eu surpreendia com mensagens, recados e cartas de amor. Eu gostava de dar presentes e lembranças, mesmo em ocasiões nada especiais. Eu era animada, daquelas que as pessoas fazem muita questão de estar junto. Eu era, modéstia à parte, uma ótima ouvinte e conselheira. Era brincalhona, mas sabia o momento exato de falar sério. Eu era uma pessoa equilibrada, intensa e querida por todos. Eu gostava de me arrumar, dançar e sair. Eu chamava atenção de longe, eu conquistava sorrisos involuntariamente. Vez ou outra, alguém chegava para me beijar, achando que eu fosse qualquer uma dessas que se pega facilmente. Também já desejaram o meu corpo na mesma noite em que me conheceram. Fazer amor porém não é um dos meus fortes, mas a falta dele me enfraquece por completa.
Depois de você, tudo mudou. Eu caminho solteira, mas nunca sozinha. Não dou moral para cantadas baratas, xavecos furados ou ideias clichês. O óbvio não me convence mais, jogos me perdem na primeira casa, não chegaremos à lugar algum, muito menos ao quarto. Eu não tenho paciência para quem muito fala e pouco faz. Eu aprendi a escutar mais, que o silêncio também é resposta e, que muitas coisas, não valem o desgaste. Eu constatei que a fé move montanhas. Que quem não cuida, não merece ter. Que a reciprocidade é a chave mestre do sucesso em qualquer tipo de relação. Depois de você, nada permaneceu igual. Eu amadureci rapidamente, quando eu menos esperava. Tive que crescer e evoluir os meus pensamentos, para não entrar nas suas paranoias. Eu caí da árvore mais alta e, ao contrário de apodrecer, para o seu azar, eu me fortaleci. Me reergui do mesmo chão que você me deixou, largada na sarjeta, em pedaços. Éramos tudo, agora sou metade. Aprendi que é mais saudável cultivar amor próprio do que oferecê-lo a quem pouco se importa.
Eu me quero de volta. Sinto saudade do tempo em que eu conseguia equilibrar razão e emoção. Que eu mergulhava de cabeça, mas sabia o momento de retornar à superfície. Que eu tirava os pés do chão, mas os prendia quando necessário. Sinto saudade da inquietação em acertar, do receio de abandono. Sinto saudade da ingenuidade que me fazia acreditar, da entrega absoluta de corpo e alma. Sinto saudade de tudo aquilo que eu era, e que agora não sei o que me tornei. Sinto saudade do passado, jamais do que me transformei. Saudade de me sentir viva, do sangue correr nas veias e da mão ficar gelada de nervoso. Saudade de querer parar o tempo, de acelerar o relógio, das loucuras involuntárias. Saudade de tudo o que era colorido, mas tornou-se preto e branco.
Às vezes, eu fico pensando em como seria a minha vida se eu não tivesse te conhecido. E só chego à uma conclusão: há pessoas que nos roubam, já outras no devolvem. E, embora nada tenha acontecido da forma que eu tanto queria, eu nunca esquecerei o dia em que a nossa história começou.
Você me tem de uma forma tão linda…
Devolva-me.


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O Reencontro com o amor....


Alguns diriam : "_Isso é coisa de autor de novelas..."

É raro, mas acontece,sabiam....E é emocionante!!!!
O Encontro é Inevitável, Quando Existe Amor de Verdade
Ainda que soe piegas, mesmo que pareça papinho de autoajuda, certas pessoas parecem destinadas a se encontrar e se amarem para sempre, ainda que não na primeira vez, pelo menos de uma vez por todas. E, por mais que o tempo passe, por mais que se desencontrem, acabarão se unindo no momento mais propício, quando menos esperarem, porque nada nem ninguém poderá separá-los ali no instante certo. É o destino, é amor verdadeiro.
Quem de nós não conhece algum casal que se reencontrou depois de anos e acabou reatando um relacionamento antigo, ou mesmo pessoas que não estão juntas, mas que sabemos o quanto se amam, torcendo para que reatem? Diversas razões chegam a separar dois destinos que parecem fadados a se unir, mas muitos deles, felizmente, voltam a se fundir, uma ou outra hora.
É claro que temos que fazer a nossa parte nesse contexto todo, dispondo-nos a receber e a dar com entrega e sinceridade, ou tudo se enfraquecerá. A força do amor é avassaladora, mas se esvai a pouco e pouco, quando em terreno arenoso, vazio, incerto e preguiçoso. Sem dedicação, cuidados, carinho e atenção, nada vinga, nada flui, nada sai do lugar.
Além disso, tudo tem sua hora certa, ou seja, as coisas costumam acontecer no momento em que as condições são as mais propícias, para que sejam melhor aproveitadas, para que concorram ao prazer e à felicidade plena. As pessoas que se amam com intensidade e transparência têm tudo para dar certo, a despeito do que e de quem estiver torcendo em seu desfavor. É preciso, sobretudo, mais do que tudo, querer e permanecer.
Algumas vezes, elas se encontram em situações nas quais ainda não estão maduras o suficiente e nem prontas para que possam estender-se além de si e acabam não se permitindo que o amor preencha toda a dimensão necessária. E se perdem um do outro, mas não para sempre. Há quem caminhe por um tempo faltando um pedaço, para que amadureça e se torne capaz de então se aceitar e aceitar o outro, com tudo a que tiver direito.
A vida dá voltas e reviravoltas, vem com força, esmaga sonhos, desmancha ilusões, faz doer, mas ensina, fortalece e traz verdades. E, caso entre as nossas verdades esteja o amor que sentimos, iremos, sim, ficar juntos, porque necessitaremos e lutaremos para ficar com ele, com ela, enfim, com a pessoa que o destino escolheu, com o nosso aval e com a nossa disposição, para ser o amor de nossas vidas.
Sobre o autor: Marcel Camargo
Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.
Texto retirado do site:www.psiconlinews.com

O meu silêncio é a melhor forma de dizer que desisti de você...



Nada realmente é para sempre, até mesmo o que achamos impossível de acontecer....

Por Jéssica Pellegrini....
Eu me importei demais, talvez você nem imagine o quanto eu fui louca por você. Eu fiquei cega, fui inconsciente e imprudente com as minhas atitudes. Abri mão de muita coisa, estendi os meus dois braços e servi como apoio, quando a sua estrutura estava frágil. Me prejudiquei, mas nunca cheguei atrasada. Sempre estive adiantada, com surpresas, um colo quente, um carinho antes de dormir e, principalmente, com a minha indescritível ânsia em acertar, e te oferecer tudo aquilo que eu julguei que você merecesse ter e sentir. Acho que eu fui demais, para alguém de menos. Atropelei as nossas diferenças, que cedo ou tarde, eu sabia que iriam me dar um tapa na cara.
Dito e feito, eu apanhei e acordei para a vida…
Quando os relacionamentos começam, temos o defeito de acreditar que estamos vivendo um conto de fadas. Nos iludimos com cada besteira, que parece ser impossível acontecer. Fazemos planos com alguém que nem conhecemos. Por vezes, esse desespero pode ser justificado por carência, ou medo de viver sozinha. Mas a realidade, se tratando de razão e emoção, é que somos ignorantes demais por depositar a nossa própria felicidade em um caso, do mero acaso, que nos encantou por um beijo, um abraço, um gesto ou qualquer detalhe fascinante, ao nosso ver. Somos apegados a comparações e, desse jeito, qualquer mínimo se torna máximo. Depositamos confiança e expectativas em alguém, praticamente, desconhecido. Apostamos em algo que, aceitando ou não, o coração já previu o final.
Ao longo desse tempo, eu tentei te fazer a pessoa mais feliz do mundo. Eu te ofereci o que estava ao meu alcance e, mesmo quando não estava, eu dei um jeito. Você sabe, como ninguém, o quanto eu sou leal à pessoa que caminha ao meu lado. Eu brigo, sim. Tomo as dores, defendo, me orgulho, torço junto e coloco o céu como limite. Levo às estrelas, à cada pôr do sol. Eu sou tudo o que você nunca teve, ou que nunca conheceu. Você me chamava, eu corria ao seu encontro. Estalava os dedos, eu aparecia embaixo do seu nariz. Não, isso ao meu ver não é ser trouxa. É amor. Você já gostou verdadeiramente de alguém? Ou já desejou muito que a sua relação desse certo? Pois bem, se a resposta for sim, você simplesmente faz acontecer. E acontece. De um jeito natural, intenso e gostoso.
Sabe aquela pessoa que você conheceu e se apaixonou? Não sei se você reparou, mas ela não existe mais. Ela morreu aqui dentro. Você, com todos os seus deslizes e fracassos, cometeu um suicídio. E não adianta me pedir para voltar a ser o que eu sempre fui, acabou. Não tem mais jeito. E, sabe, a cada dia, você me mostra que realmente não nascemos para somar. Você me subtraiu, e diminuiu. É triste, e bastante dolorido. Levei muito tempo para compreender e aceitar. Chorei, quieta e na minha. Discuti por intermináveis vezes, te falei o meu ponto de vista uma, duas, três vezes e além. Citei claramente o que me faltava, continuei sendo o que, muito provavelmente, depois de algum tempo você nem merecia mais. Fui mulher de te desculpar, e você covarde em repetir os erros.
Sou incapaz de ser aquele alguém que você conheceu e se apaixonou. Muita coisa mudou para mim, para nós. Eu já não estou mais tolerante, muito menos paciente. A idade vai passando e, tudo o que eu quero, é uma pessoa que me assuma. Bata no peito, enfrente o que for preciso me apoiando, sempre comigo e por mim. Eu não sei lidar com imparcialidade. Meu bem, eu não sou assim. Você está falando com alguém que apanhou muito, com feridas incuráveis. Talvez, hoje, você não entenda o que é se entregar de corpo e alma, mas eu tentei te mostrar de todas as formas. Desenhei, fiz mímica, escrevi e quase cantei para chamar a sua atenção e te fazer enxergar que eu já estava distante demais dos seus sonhos egoístas. Se você não consegue interpretar o significado da palavra reciprocidade, não faz sentido o meu desgaste em tentar te mostrar. Amanhã eu tenho certeza que você vai aprender. Mas será tarde demais, eu já estarei fora do seu alcance.
Eu não te encontro mais na minha prospecção de felicidade. Não idealizo, não fantasio e não insisto. Talvez você culpe a vida, ou a mim, por não ter dado certo. Mas eu continuo afirmando que, quem não cuida, não merece ter. Se eu realmente fosse sua, como você diz, você faria qualquer coisa por mim. Mas não, não, manter-se na comodidade e na mesmice dos seus atos sempre foi e sempre será, conveniente. A única diferença, é que não estou mais disposta a aceitar que tudo seja do seu jeito. As suas palavras já não tem mais valor, promessas são apenas promessas.
O meu silêncio para você, traduz tudo o que eu insistia em reafirmar e que agora já não faz mais sentido. Estou guardando a minha saliva para o necessário a ser dito. Eu tenho aceitado, com doses homeopáticas, ficar sem você. Mas você, meu bem, sempre valorizando terceiros e as suas tarefas, está deixando passar despercebido. Quando cair em si e olhar para frente, estarei bem atrás.
Como alguém que fez de tudo para ser notada e agora se tornou o seu passado.
Se você quiser falar, sou toda ouvidos…
Mas para mim, francamente, o fim é o futuro certo.