quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Divertida Mente




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Nós somos feitos de vários momentos e, em cada um deles,
agimos com determinadas peculiaridades. Às vezes duvidamos 
da nossa própria capacidade, às vezes só conseguimos chorar e
chorar, em outras – no entanto -, nos saímos bem melhores que 
o esperado. Mas, o que nos define, de fato, não é por quantos ci-
clos bons ou ruins nós passamos, mas a forma como enfrenta -
mos cada um deles.
Não é mais segredo de que a Pixar vem se dedicando a criar a-
nimações com mensagens não apenas para crianças, mas pa-
ra adultos também. A ideia de que as grandes aventuras de se-
us ilustres personagens vieram para alegrar o público infantil
não basta para definir seus enredos. Agora, as mais diversas 
histórias se desenrolam de maneira que sempre nos passam al-
gum ensinamento e nos fazem rever aspectos pessoais de nossa
própria vida.
O filme Divertida Mente, ganhador do Oscar 2016 de Melhor
 Animação, nos cativa e nos matem atentos do começo ao fim de
 sua narrativa. O segredo? Uma garota de 11 anos e como as e-
moções governam o fluxo de sua consciência. Mesmo com a dife-
rença de idade que pode haver entre você, caro leitor, e a peque-
na Riley, eu lhe garanto: é impossível não se identificar e não se
 comover. Tudo isso, claro, porque todos nós temos os nossos mo-
mentos de fraqueza e, em grande parte deles, não sabemos como
agir.
Com um ótimo roteiro e com uma riqueza gráfica e cheia de de-
talhes, o filme fala sobre o que se passa dentro da cabeça de
Riley. A garota basicamente se divide em cinco emoções básicas: 
Alegria, Tristeza, Raiva, Nojo e Medo. Cada uma equivale a um
 personagem, caracterizado por cores e comportamentos, e desta
cam-se por suas nítidas diferenças e maneiras opostas de enfren-
tarem a mesma situação.
É interessante entendermos que todos e quaisquer obstáculos que
venhamos a enfrentar vai exigir de nós, cada vez, um pouco mais
de fôlego. Claro que, é comum acharmos que não seremos capazes
ou nos sentirmos fracos. Logo, o segredo está em saber lidar com
os nossos sentimentos e não achar que precisamos ser feliz o tem-
po inteiro. Na mente de Riley, a personagem que representa a a-
legria, faz questão de manter tudo nos eixos, evitando as demais 
emoções. O que ela não percebe é que não somos feitos apenas de
coisas boas e, para o nosso aprendizado e crescimento pessoal e
espiritual, precisamos nos conhecer por completo, deixando que
sentimentos não tão bons e memórias nem tão boas façam parte
de nós.Existe uma frase que diz o seguinte: “Corra o risco. Se der 
certo, felicidade. Se não der, experiência”. Ela é um tanto quanto
encorajadora, mas, mesmo assim, não faz com que criemos for-
ças o bastante para enfrentarmos momentos difíceis no dia a dia
. Assim como Riley, as mudanças pelas quais passamos muitas vez
es são vistas com medo, principalmente pelo fato de nos vermos 
e cara com o desconhecido. Claro, não é fácil passarmos por per-
das, ausência de amigos, finais de relacionamentos, mudanças de
casa, de emprego, de rotina. Mas é importante nos lembrarmos 
que nada pode ser pior do que nos mantermos estagnados, no 
mesmo lugar e com as mesmas vontades, sempre.
Compreendo que talvez a nossa luta constante seja por sermos 
alguém melhor para vivermos assim em um mundo melhor tam-
bém. Mas isso não significa tapar toda a nossa raiva, nosso medo,
nosso nojo e tristeza com uma peneira. Deixe-as entrar. Permita-
se chorar, ficar chateada, entristecer, não gostar de algo ou alguém,
ter receios ou desistir. A vida é isso, um eterno vai e vem, e curta
demais para acharmos que precisamos ser 100% sempre e em
tudo. Precisamos aprender e entender a nós mesmos – com nos-
sas qualidades e defeitos -, para compreender o mundo que nos
cerca.
Enfrentar nossos próprios defeitos pode ser doloroso. Muitas ve-
zes vemos o que não gostamos e tentamos imediatamente eliminá
-los. Mas digo e repito quantas vezes forem necessárias: ao invés
 de apagá-los, aceite-os! Descubra quais são seus pontos fracos,
 o que te deixa frágil e lide de maneira bem mais sábia com o que
 precisar enfrentar na vida. Esqueça o conceito de que a alegria 
precisa ser a única semente plantada em suas memórias e emo-
ções. Nós somos um conjunto de planos e sentimentos, precisamos
fazer de cada momento único e tirar dele o melhor aprendizado
possível.
Lembre-se de deixar a felicidade entrar quando ela bater na sua
porta. Mas, lembre-se também que mar calmo não faz bom mari
nheiro. É por isso que estamos aqui, entre tantos altos e baixos, 
nós vivemos!
Tenha uma divertida mente. :)


Leia mais: http://www.asomadetodosafetos.com/2016/08/as-emocoes-e-as-memorias-da-nossa-divertida-mente.html#ixzz4GKI5dVLd

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